Sou leitor de quadrinhos há muito
tempo, desde a época que gostar de quadrinhos, ser nerd ou geek era apenas
sinônimo de sofrer bullying, e comecei minha pequena coleção com “A Morte do
Super Homem” lançada em 1992 que depois fui perceber ser mais uma isca para
vender revistas, assim como esta notícia de que o Steve Rogers seria um agente
infiltrado da Hydra no reboot da Marvel e o novo Rebirth da DC após o fracasso
dos Novos 52. Parei de colecionar HQs por conta destas reviravoltas, mortes e
renascimentos de personagens para tentar atrair leitores que em minha opinião não
respeitam leitores antigos que acompanham as histórias e jornadas dos heróis.
Fãs fervorosos gritam que o
Capitão América não pode ser nazista e que vai contra todos os princípios do
personagem. Já os editores da Marvel devem estar agradecendo o apoio da mídia
espontânea criada por pessoas que aparentemente estão mais interessadas com o
que acontece no MCU (Marvel Cinematic Universe), pois mesmo com o sucesso dos
filmes as vendas de HQs continuam em queda porque as pessoas não leem mais e os
filmes fazem sucesso por usarem personagens de apelo popular, serem muito
coloridos, repletos de explosões e efeitos especiais.
Cinema e HQs são mídias
complementares e os filmes atuais não aproveitam esta característica. As
editoras deveriam ter se preocupado em adaptar o formato e histórias para o
cinema e não apenas usar os personagens se esperavam usar os filmes para vender
quadrinhos. Desta forma os filmes servem apenas para vender bonecos, camisas e
outros produtos para aqueles que são sugados pelas modas culturais, vide saga
Crepúsculo, Harry Potter, Star Wars e muitos outros.

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