sábado, 28 de maio de 2016

HQs x Cinema

Sou leitor de quadrinhos há muito tempo, desde a época que gostar de quadrinhos, ser nerd ou geek era apenas sinônimo de sofrer bullying, e comecei minha pequena coleção com “A Morte do Super Homem” lançada em 1992 que depois fui perceber ser mais uma isca para vender revistas, assim como esta notícia de que o Steve Rogers seria um agente infiltrado da Hydra no reboot da Marvel e o novo Rebirth da DC após o fracasso dos Novos 52. Parei de colecionar HQs por conta destas reviravoltas, mortes e renascimentos de personagens para tentar atrair leitores que em minha opinião não respeitam leitores antigos que acompanham as histórias e jornadas dos heróis.

Fãs fervorosos gritam que o Capitão América não pode ser nazista e que vai contra todos os princípios do personagem. Já os editores da Marvel devem estar agradecendo o apoio da mídia espontânea criada por pessoas que aparentemente estão mais interessadas com o que acontece no MCU (Marvel Cinematic Universe), pois mesmo com o sucesso dos filmes as vendas de HQs continuam em queda porque as pessoas não leem mais e os filmes fazem sucesso por usarem personagens de apelo popular, serem muito coloridos, repletos de explosões e efeitos especiais.


Cinema e HQs são mídias complementares e os filmes atuais não aproveitam esta característica. As editoras deveriam ter se preocupado em adaptar o formato e histórias para o cinema e não apenas usar os personagens se esperavam usar os filmes para vender quadrinhos. Desta forma os filmes servem apenas para vender bonecos, camisas e outros produtos para aqueles que são sugados pelas modas culturais, vide saga Crepúsculo, Harry Potter, Star Wars e muitos outros.


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